Monumentos

Monumentos

Apesar da sua contínua expansão, Granada conserva ainda umas dimensões propícias para se deslocar a pé.

De facto, para além de visitar os monumentos, o visitante não deveria deixar de passear pelos bairros históricos da cidade: o Albaicín, declarado Património da Humanidade pela Unesco, de onde se contempla uma inigualável panorâmica da Alhambra e toda a Vega; o Sacromonte, com as suas famosas cavernas e zambras (festa com baile) flamengas; o Realejo, antigo bairro judeu. E zonas de grande ambiente como a Calderería, revitalizada graças aos salões de chá que oferece numa grande variedade de infusões com especiarias e a Alcaicería, antigo mercado árabe.

Alhambra e Generalife

Mandada construir entre os séculos XIII e XV pelos reis da dinastia Nazarí como fortaleza e palácio real, é de facto um dos principais conjuntos monumentais da Europa. Está composto pela Alcazaba, cidade militar amuralhada; os Palácios, residência real; e o palácio e os jardins do Generalife, residência real de Verão. A água, bem escasso no norte da África, de onde era originária a dinastia nazarí, está presente nas principais estâncias do monumento: o famoso Pátio dos Leões, o não menos conhecido Pátio dos Arrayanes, a Sala de duas Irmãs, a dos Abencerrajes, os próprios Banhos reais… De construção posterior, mas já integrado no conjunto monumental, é o Palácio de Carlos V, iniciado em 1527 pelo arquitecto Pedro Machuca no mais puro estilo renascentista.

www.alhambratickets.com
www.alhambra-patronato.es

Catedral

Embora se considere uma das obras cimeiras do Renascimento espanhol, a Catedral de Granada, cuja construção se prolongou durante 181 anos, também conjuga na sua estrutura elementos de outros estilos arquitectónicos. Diego de Siloé traçou em 1529 as linhas renascentistas de todo o edifício sobre os alicerces góticos, com nave à volta do abside, e cinco naves em vez das três habituais, já consolidados por Enrique Egas. Alonso Cano reformou em 1667 o projecto inicial da fachada principal e introduziu elementos barrocos. A Catedral foi construída sobre a grande mesquita da cidade árabe e a sua magnificência seria ainda maior se tivessem sido erigidas as duas grandes torres de 81 metros de altura previstas nos planos. Problemas de alicerces e económicos obrigaram a deixar sem construir a torre da direita, e a da esquerda ficou sem terminar, elevando-se apenas 57 metros.

Capela Real

Foi mandada construir em 1504 pelos Reis Católicos para descanso dos seus restos mortais. O edifício mostra, nas cristas dos muros exteriores, restos do gótico tardio e no interior as primícias do renascimento espanhol. Trás a esplêndida grade plateresca realizada por Bartolomé de Jaén, no centro do cruzeiro, encontram-se os túmulos. À direita, o dos Reis Católicos e, à esquerda, o de Joana a Louca e Filipe o Formoso, ambos talhados em mármore de Carrara. Sob eles se encontra a cripta, com os féretros de chumbo dos quatro monarcas e o príncipe Miguel.

Cartuxa

Começado no início do século XVI, o mais destacável deste mosteiro é a beleza da sua igreja, uma desconcertante construção barroca que à primeira vista de olhos parece excessivamente ornamentada, onde destacam as telas de Sánchez Cotán. A Capela do Sacrário tem uma arquitectura ainda mais profusa, que contrasta com a austera vida dos cartuxos. Mas o recinto mais famoso do templo é a sacristia, pela luminosidade da estância e a prodigalidade de fantasia dos seus ornamentos.

Outros

Da época árabe destacam o Bañuelo, o Palácio de Dar-al-Horra, o Curral do Carvão, a Alcaicería, o Quarto Real de Santo Domingo, a Madraza, as muralhas e as suas portas e o Alcázar do Genil. Após a conquista de Granada pelos Reis Católicos foram construídos o Hospital Real, a Real Chancelaria, o Mosteiro de São Jerónimo, a Abadia do Sacromonte, as igrejas de Santo Domingo, São João de Deus e a Basílica da Virgem das Angústias, por citar apenas alguns dos monumentos da capital.

Museus

Arqueológico e Etnográfico, Catedralício, Museu dos Reis Católicos, Museu do Sacromonte, Belas Artes, Casa-Museu Manuel de Falla, Casa-Museu García Lorca, Centro José Guerrero, Fundação Rodríguez Acosta e Museu de São João de Deus.

Parque das Ciências

É o museu mais visitado da Andaluzia. O lema deste museu interactivo das ciências é ‘Proibido não tocar’. A participação do visitante é essencial. É por um lado manual, a manipular aparelhos, accionar interruptores, introduzir instruções num computador…, e ao mesmo tempo reflexiva, tentando facilitar a compreensão daquilo que acontece e porque se passa mesmo assim.



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